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28 de dezembro de 2007

"-Estou cá em baixo...
-Sobe"

Abri a porta, peguei na revista e sentei-me no sofa com o ar mais descontraido do mundo.

"-Está aberta!"

Senti o calor do teu beijo no meu pescoço. Arrancaste-me a revista das mãos, arrepiei-me e o desejo invadiu o meu corpo.
Pegaste-me no braço, estavas frio...

"-Anda, vamos subir"

Seguraste-me nos teus braços e as escadas pareciam nao acabar. Finalmente senti-me cair na cama macia. As tuas mãos geladas percorreram pelo meu corpo o caminho que tão bem ja conhecem, abrindo ao de leve o fecho das minhas calças. Cada movimento que fazias despertava-me os sentidos, cada sitio em que tocavas ficava possuido pela sensação de prazer.
As tuas mãos fortes na minha pele, a minha pele na tua pele, dois corpos suados na ânsia de encontrar o que procuravam.
Deixei-me cair na cama agora já quente e sussurras-te:


"-És linda... Quero-te para sempre!"

3 de novembro de 2007


"-Amor desculpa mas não vai dar para ir aí este fim-de-semana, tenho montes de coisas para acabar aqui no emprego e o projecto para entregar... Eu prometo que sexta-feira saio cedinho daqui e ainda passo pela faculdade para te ir buscar tá?"
Mas é claro que não 'tá! Porque é que tiveram de te levar para tão longe? Porquê? Évora é demasiado longe daqui e eu quero-te comigo...
Preciso de te poder fazer abraçar quando quiser, beijar quando quiser, dizer que te amo quando quiser, preciso de não me sentir sozinha, desamparada.
Preciso que tomes conta de mim como fizeste quando me mudei há uns meses para as minhas águas-furtadas. Tenho saudades de acordar com o beijo na nuca e o "Amo-te" matinal.
Tenho saudades de ti e a distância não ajuda nada!

Amo-te B.

1 de novembro de 2007

O começo


Entras-te em minha casa de rompante e nem tempo para te dizer um "Olá!" me deste... Beijaste-me como se não nos vissemos há dias e lentamente começaste-me a desapertar os botões da camisa preta, justa como tu gostas. Atiraste-me para a cama e as tuas mãos percorreram o meu corpo pelos caminhos que já tão bem conheciam, levantaste-me a saia e entraste dentro de mim com um ritmo alucinante que em poucos minutos nos viemos. Escorregas-te para o meu lado e com um ar malicioso disses-te: "Olá amor! Tinha cá umas saudades tuas..."